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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA PARA DIAGNÓSTICO DE TRASTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE - TDAH

O presente artigo tem como objetivo elucidar aos pais qual a função da avaliação neuropsicológica no diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH.


A neuropsicologia, ramo de estudo da psicologia, tem possibilitado aos profissionais compreender importantes alterações no funcionamento de crianças, adolescentes, adultos e idosos. 

Referente ao diagnóstico do TDAH, a neuropsicologia oferece aos psicólogos ferramentas, testes psicológicos e neuropsicológicos, que avaliam funções cognitivas específicas essenciais para o diagnóstico.

A análise global do comportamento do paciente avaliado (criança, adolescente ou adulto) deve estar incluída na avaliação neuropsicológica para que o psicólogo consiga traçar estratégias de trabalho personalizadas.

 

Na avaliação, também, deve estar incluída a investigação de possíveis comorbidades (outros transtornos psiquiátricos) que podem estar associadas ao transtorno.

Compreender o funcionamento do paciente em diferentes contextos, por meio de entrevistas e questionários com os pais, com os professores e com outras pessoas é essencial nessa investigação.

A soma dessas informações possibilitará aos profissionais envolvidos (psicólogo, neurologista, psiquiatra) escolher as melhores estratégias de intervenção.


O número de profissionais envolvidos no acompanhamento do portador de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH e a indicação do tratamento dependerá do resultado da avaliação multidisciplinar.

Nem todo portador de TDAH precisará incluir no seu acompanhamento medicação.


Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga Clínica 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ALTERAÇÃO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS & TDAH

O estudo das funções executivas tem se destacado entre os pesquisadores da área de neurociências nos últimos anos.



Um dos primeiros estudos, realizado por Behkterev em 1902, aponta que esta é uma das principais funções do córtex pré-frontal: capacidade de resolver problemas de forma sustentada e dirigida para chegar a um objetivo.

Para Lezak, as funções executivas podem ser definidas como uma capacidade que permite que uma pessoa empreenda plenamente comportamentos independentes, deliberados e interessados. Mais especificamente, é responsável na execução do planejamento, ou seja, uma ação dirigida para o futuro para se atingir um objetivo.

Welsh e Pennington, também definem as funções executivas como processos cerebrais que utilizamos para insistir na resolução de problemas ou tarefas para chegar a um objetivo.

De acordo com Barkley, as funções executivas compõe o uso de ações dirigidas a si mesmo (autorregulação), para identificar objetivos e para eleger ações que se manterá durante um tempo para conseguir atingir os objetivos.


Essas habilidades, conforme Seabra et al., são requeridas e necessárias em ações novas e não rotineiras, ou seja, sempre que o processamento automático não é adequado ou suficiente.

Barkley, relata que não existe uma definição consensual das Funções Executivas. Em seus estudos, o pesquisador enumerou 33 funções, constatando a existência de 07 mais comuns na bibliografia sobre o tema:

1 - A inibição, com ela o controle sobre as interferências ou a resistência a distrações.

2 - A habilidade executiva, pode ser que não seja uma habilidade executiva independente: se trata da autoconsciência e o automonitoramento.

3 - A memória de trabalho não verbal e é aqui que encontraríamos a autoconsciência.

4 - A memória de trabalho verbal.

5 - O planejamento e a resolução de problemas.

6 - A antecipação e a preparação para atuar.

7 - A autoregulação e o autocontrole das emoções.

Na descrição desses estudos, observamos que os processos cognitivos envolvidos são fundamentais para o desenvolvimento saudável do ser humano durante toda a sua trajetória de vida.

Todos esses aspectos, segundo Lezak, são necessários para uma conduta adulta apropriada, socialmente responsável e interessada.


Referente ao Trastorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, estudos correlacionam as alterações das funções executivas com o transtorno.

A alteração nas funções cognitivas citadas anteriormente é uma presente é uma característica presente no TDAH variando somente a intensidade entre os portadores.

Até o momento, a avaliação dessas funções é realizada por meio de avaliação neuropsicológica composta de testes psicológicos/neuropsicológicos, questionários e ferramentas específicas.



Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga CRP06/71000



Referências:
Seabra, A.G; Laros, J.A.; Macedo, E.C; Abreu, N. Inteligência e Funções Executivas: avanços e desafios para a avaliação neuropsicológica.São Paulo: Memnon, 2014.

Barkley, R.A. Las Funciones Executivas y la Autorregualción. 2011.

Ferreira, L.O.; Zanini, D.S. A Importância do Tempo Na Avaliação da Função Executiva e Inteligência de Crianças e Adultos. Cadernos de Pós-Graduação m Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.13, n.2, p. 48-62, 2013.





















sexta-feira, 7 de outubro de 2016

TDAH: Hiperatividade e Inibição

A hiperatividade, uma das características do portador de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade do subtipo apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva, é ocasionada, segundo Barkley, devido a uma disfunção com a inibição do controle motor em nosso cérebro.



A inibição, de acordo com o dicionário Aulete digital, é a diminuição ou supressão da atividade de uma parte do organismo, por efeito de excitação nervosa.

Desse modo, devido a um déficit inibitório o indivíduo apresenta um excesso de movimentos não relacionados com a tarefa principal. 

Esse déficit, também, interfere no comportamento verbal que se manifesta de maneira excessiva e ocasiona uma impulsividade cognitiva (ex. tomar decisões de forma impulsiva).

Outros fatores observados são: impulsividade emocional e a escassa auto-regulação emocional. Mesmo não estando incluídos na lista de sintomas de critérios diagnósticos do transtorno é uma característica comum entre os portadores do transtorno.


Sendo assim, a impaciência em situações diferentes, se frustar e se irritar com facilidade, dificuldade com o autocontrole, baixa regulação das emoções, estar mais estimulado em determinadas situações são algumas das características comuns encontradas nos portadores de TDAH.

Vale ressaltar que os sintomas hiperativos diminuem significativamente com a idade modificando as características do transtorno no indivíduo.


Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga Clínica - CRP 06/71000.


Fonte:
Barkely, R.A. La naturaleza del TDAH. 2011.





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sábado, 23 de julho de 2016

CRIANÇAS COM TDAH: AGRESSÃO DENTRO DOS CÍRCULOS SOCIAIS

O que faz uma criança carinhosa ser tão agressiva às vezes?


Algumas vezes você já se perguntou: Por que o meu filho um valentão com outras crianças? Por que eu estou constantemente dizendo: "Mantenha suas mãos para si mesmo!, Ou, "Não bata no seu irmão, ele não é seu saco de pancadas!"?

Segundo o Dr. Barkley, cientista clínico e pesquisador no campo do TDAH, é devido a um particularidade do portador de TDAH: à desregulação emocional, que se refere aos déficits na inibição e regulação das emoções.

Esta faceta do TDAH também contribui para a propensão para desenvolver o Transtorno Desafiador de Oposição - TDO. 

A auto-regulação emocional é a capacidade de gerir o seu comportamento em relação aos eventos que acontecem em sua vida. 

Outro especialista neste campo, Dr. Naomi Steiner, afirma que os indivíduos com TDAH têm um problema com habilidades de funcionamento executivo, dos quais a auto-regulação emocional é um componente chave. Isto, junto com a falta de vontade, diz Steiner, contribui para as "ampliações" e explosões dos indivíduos com diagnóstico de TDAH. 

Por que não podemos ser amigos?


Crianças com TDAH são muitas vezes isoladas por seu comportamento agressivo. Elas perdem de ter um melhor amigo e dizer à elas seus segredos mais profundos. Elas deixam de ser convidadas para festas e confraternizações. 

O comportamento agressivo diminui as oportunidades para a prática de habilidades sociais, podendo levar a um comportamento negativo, como o bullying. Mas nem sempre é evidente para a criança que estes comportamentos são negativos, para ter tempo para discutir quais comportamentos são adequados e o porquê?

Você pode desenvolver em casa várias atividades para mostrar a seu filho quais são os comportamentos que necessitam mudança. Você pode imitá-lo e pedir para que ele explique o que está errado com o seu comportamento e como ele se sente quando submetido a este comportamento disfuncional.

Por que você não pode manter suas mãos para si mesmo?


Os pais de crianças com TDAH se preocupam com seu filho sendo intimidado na escola. Mas algumas crianças com TDAH são valentes.

De acordo com um estudo recente, uma criança com TDAH é três vezes mais propenso a intimidar outras crianças do que uma criança sem a condição. Muitas vezes os pais nem sequer vêem a intimidação pois acontece fora de casa.

Se você é informado que este é o caso com o seu filho, é importante manter a calma. Não acuse o seu filho, mas sim tenha uma conversa. Por exemplo: "Esse foi o seu professor no telefone, e ele disse que foram vistos empurrando Pedro no parque Infantil. Qual é o seu lado da história?

Não se surpreenda se a criança não admite nada e não mostra remorso. É frequentemente o caso que eles simplesmente não entendem que não havia nada de errado com esse comportamento. As crianças também, muitas vezes, temem consequências se elas admitem a algo que de repente elas percebem como uma falha e o que vai acontecer se eles estão sendo acusados. 

Muitas vezes uma boa estratégia para chegar à verdade da questão é que, mais uma vez, manter a calma o ajudará a resolver o problema da melhor maneira possível. 

Se a criança sente segurança nos pais, essa atitude aumentará a probabilidade dela se abrir e de vocês obterem a verdade dos fatos. 

Depois ensine ao seu filho o comportamento empático (de se colocar no lugar do outro) para ajudá-lo a entender que o que ele fez foi errado. Este é o tipo de estratégia de intervenção sugerida por Robert Sege, Professor de pediatria na Tufts University School of Medicine. Ele vai pensar duas vezes antes que ele faça isso novamente.

Não bater no amigo!


Não é fácil manter a calma quando seu filho portador de TDAH acaba de bater novamente no amigo. Mas a próxima vez que seu filho atacar tente discipliná-lo lhe mostrando qual é o comportamento apropriado.

Falar com calma, mas com firmeza, ao invés de gritar (ou surrar). Tente a empatia e não a simpatia. Deixe o seu filho saber que você entende como é difícil controlar a agressão. 

Quando ele se acalmar tente dizer algo como: "Você parecia estar com raiva porque seu amigo ganhou o jogo" ou "Eu sei que você fica com raiva quando as outras crianças te provocam, mas bater só vai prejudicar as suas amizades". Ouça atentamente o que a criança tem a dizer para você poder prestar maior apoio. Peça sugestões. 

Dizer coisas como: "Pare, você está me incomodando" pode não fazer sentido. Em situações emocionalmente carregadas, crianças com TDAH têm dificuldade em lembrar frases como essa. Em vez disso, pergunte ao seu filho o que ele acha que pode fazer para controlar a agressividade.



Fonte:
Original: http://www.playattention.com/adhd_aggression_social
Dr. Barkley: http://www.ptscoaching.com/articles/does-adhd-have-to-lead-to-oppositional-defiant-disorder/
Dr. Naomi Steiner: http://www.additudemag.com/RCLP/sub/11451.html
Play Attention Cognitive Games: http://www.playattention.com/play-attention-cognitive-games/
Play Attention Improved Behavior/Social Skills: http://www.playattention.com/solution/behavior/
Bullying, Anger, and Other Social Issues for Children with ADHD:http://www.healthline.com/health/adhd/bullying-anger-social-issues#1–ADDitude: http://www.additudemag.com/adhd/article/763-2.html
Role Playing: http://www.education.com/reference/article/role-playing-behavior-management/
–Play Attention: http://www.playattention.com/